OBRIGADO, DAJOR! OBRIGADO, UNIPAMPA!

O BOX 3 TV agradece imensamente ao Diretório Acadêmico de Jornalismo da Unipampa pela oportunidade de compartilhar nossas experiências e dialogar sobre comunicação com a juventude que deseja, assim como nós, impactar pessoas, utilizando a comunicação como vocação.

Mais do que uma participação, vivemos um momento de troca e aprendizado. Falar da nossa caminhada e perceber a receptividade dos estudantes nos fortalece e nos enche de esperança sobre o impacto que a comunicação pode gerar na sociedade.

Nosso muito obrigado a todos os envolvidos por abrirem espaço para o BOX 3 TV. Foi, sem dúvida, um marco especial em nossa trajetória.

Quem quer ser a vítima? – Por Tiago Rios Fagundes

coluna

TIAGO RIOS FAGUNDES
Engenheiro Agrônomo e empresário

Magnitsky parece que é o super trunfo da censura. O espadão. O Zap. O Coringa +4.
Se foi merecida ou não sua aplicação ao Min. Alexandre de Moraes é outro papo.
A lei, que até hoje havia sido aplicada apenas contra ditadores e genocidas, agora recai sobre um brasileiro.

Sim, ele nasceu em hospital comum, vibrou quando Baggio perdeu o pênalti, estudou em faculdade regular, tomou pinga e pitou na sexta-feira, prestou um concurso, depois outro, e assim — graças às graças que a vida graciosamente às vezes nos agracia — ocupou um dos cargos máximos do judiciário brasileiro. Contudo, no pleno gozo de seu vigor e força, defendendo a democracia, foi sancionado pelo Presidente americano. Um brasileiro sob Magnitsky... é “nóix”! Ele deveria se orgulhar do feito.

"Entre todos os signos presentes nessa epopeia brazuca, o do mártir é o mais cortejado[...]"
- Tiago Rios Fagundes

Muito improvável, entretanto, que ele tenha planejado tudo. Foi, no vácuo, tomando as medidas que o chefe precisou ao longo do tempo, fazendo o trabalho sujo, criando novas jurisprudências no processo e maculando ainda mais a já desgastada imagem do tal poder moderador.

Alexandre, para os íntimos, reinventou a Constituição — que, convenhamos, lá também não é grande coisa — para atender a interesses que parecem escusos, sempre com o endosso dos seus colegas de ofício e o apoio (ou o comando) do que podemos chamar de “deep state” brasileiro, ou de centrão mesmo, conforme o gosto do freguês.

Através de malabarismos retóricos e interpretações criativas da Magna Carta, somados a notícias falsas e investigações parciais que deram lastro ao espetáculo, cidadãos foram condenados com penas obviamente excessivas por crimes que não cometeram. Provas cabais de inocência foram ignoradas e criou-se, inclusive, uma figura até então inédita — e bizarra — do Ministro "Bombril": que acusa, investiga, julga e pune, tudo isso sentado na cadeira da vítima. O homem é polivalente mesmo.

Xandão, para os chegados, deve ser boa gente. Ontem, dia 30, foi visto no jogo do Corinthians e Palmeiras. E, já conformado com a derrota, fez o óbvio: mostrou o dedo do meio. Devemos condená-lo por mais esse excesso? A essa altura, estamos carecas de saber que ele realmente pensa estar protegendo as tais instituições democraticamente constituídas. E isso, embora hilário, nada mais é do que reflexo de sua identidade atual, forjada sob a toga — e sob um total de zero bulbos capilares ativos.

Xandy, para os amigos de infância, pensa ser o próprio “Malvado Favorito”, aquele que toma decisões difíceis “pela causa”, enquanto a caravana ladra e ele se posta como guerreiro incansável de uma batalha ingrata. Agora, punido por um recém-apresentado inimigo bem mais forte, entra em cena o inevitável “coitadismo”.

Entre todos os signos presentes nessa epopeia brazuca, o do mártir é o mais cortejado: o legalista perseguido, o jornalista exilado, o presidente preso injustamente, a manifestante condenada por pitar com batom — agora, o juiz sancionado. Nesse mar de narcisismo, todos querem ser vítimas. E o mais espantoso: todos acreditam piamente nas histórias que eles mesmos criam, que o coleguinha da carteira do lado confirma, sobre suas grandes atitudes, suas condutas irrepreensíveis, seus propósitos elevados. Ignoram ou distorcem fatos para criar o mundo em que sua história “cola”.

Olavão, grande mestre pitador contumaz e talvez a mente mais brilhante que este Brasil pariu, chamava isso de paralaxe cognitiva: o fenômeno em que o indivíduo distancia a forma como percebe algo da realidade da experiência. É canalhice intelectual no seu estado mais puro.

O Ministro Cabeça de Ovo, para seus detratores, mereceu a Magnitsky? Quem sabe. Mas talvez a pergunta mais pertinente seja: Ele fez tudo isso sozinho? Ele é o ditador do Brasil? Ou seria apenas uma ferramenta útil, servindo a um propósito totalmente distinto do que nos é mostrado? Vamos ter um canavial de Magnitskys, ou só estamos recebendo o “melzinho” pra cessar o choro enquanto a boiada segue passando?

Apesar das comemorações no país e das Möet Chandon estouradas por Allan dos Santos (de onde ele está exilado desde o governo Bolsonaro — pois é, né?), precisamos avaliar se essa patuscada toda soluciona algo para as reais vítimas: aquele que vai pagar o preço das taxas do laranjão, do desvio do INSS e do IOF que hoje vigora.

O circo é global. E o pão, cada vez mais escasso

🥊🇺🇸 vs 🇧🇷🥊 Tarifas de Trump – Por Rodrigo Schmidt

Guerra tarifaria

Rodrigo Schmidt
Advogado, especialista em Direito do Trabalho
Aqui eu falo um pouco sobre tudo, tenho interesses ecléticos, sou entusiasta das ciências, artes e liberal social de extremo centro.

A decisão de Trump de impor tarifas de 50% sobre exportações brasileiras não é simples retaliação contra Lula, nem fruto exclusivo de fatores econômicos, ou apenas influência bolsonarista. O jogo é mais complexo e envolve também disputas por terras raras*, plataformas como o PIX, retaliações políticas, sim, e o desejo de Trump de posar como o homem que “dobrou o mundo”, mesmo que isso já tenha se voltado contra os próprios EUA em negociações anteriores.

Lula, por sua vez, facilitou a retaliação, pois sua aproximação com Rússia, China, Irã, e todo e qualquer regime hostil ao Ocidente, somados ao sonho de uma ordem anti-dólar, desafiam frontalmente um dos nossos maiores parceiros comerciais.

"Tarifas desse porte reduzem entrada de dólares, elevam a inflação e obrigam o Banco Central a subir juros."
Rodrigo Schmidt

Provocamos quem não se provoca.

A nossa diplomacia tem tentado abrir portas no Partido Republicano, mas encontra barreiras e Eduardo Bolsonaro admite ser um dos que as fecham.

Todavia, é importante atentar que as tarifas também prejudicam os EUA. Setores como café e cacau já têm sinal para possível isenção, e é questão de tempo até que aço, laranja e outros produtos estratégicos pressionem pelo recuo.

No fundo, trata-se na verdade de um duelo de egos. Trump quer marcar território contra Lula; Lula não recua. A economia, porém, é implacável: tarifas desse porte reduzem entrada de dólares, elevam a inflação, obrigam o Banco Central a subir juros e geram pressão sobre reservas cambiais. O governo, inevitavelmente, terá de vender dólares e lançar medidas paliativas, mas isso apenas adia a conta.

Se persistirem, as tarifas acelerarão o isolamento comercial e empurrarão o Brasil para medidas populistas e protecionistas, tornando-o mais vulnerável. Ou se negocia cedo, ou se paga caro depois.

P.S. Na data de hoje, Trump já retirou da lista setores estratégicos: indústria siderúrgica, máquinas, derivados de petróleo, laranja e metais preciosos. Confirma-se o que se previa  o lobby interno dos EUA pressiona pelo recuo. Mesmo assim, o efeito já é sentido aqui: no Rio Grande do Sul, o preço do boi gordo caiu 5,4% em antecipação às tarifas sobre a carne.

• O que são “terras raras”: 17 elementos químicos essenciais para baterias, motores elétricos, turbinas eólicas, componentes eletrônicos, mísseis e equipamentos médicos. Apesar do nome, não são tão raros, mas sua produção é concentrada em poucos países — sobretudo a China — tornando-os estratégicos (o Brasil provavelmente possui a 2ª maior reserva do mundo deles).

• Isenção para café e cacau: segundo o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, commodities não cultivadas nos EUA, como café e cacau, podem ser isentas em futuros acordos, embora não haja confirmação específica para o Brasil.

Box3TV acompanha com exclusividade as celebrações do 9 de Julho em Paso de los Libres, na Argentina

Box3TV acompanha com exclusividade as celebrações do 9 de Julho em Paso de los Libres, na Argentina
O Box3TV Uruguaiana atravessou a ponte internacional e acompanhou com exclusividade as celebrações do 9 de Julho em Paso de los Libres, data que marca a declaração de independência da Argentina, em 1816.

Mais do que um feriado, o 9 de Julho é um marco fundamental na formação da identidade argentina. A data representa o início de um processo de autodeterminação, fortalecimento institucional e construção dos valores que moldam a sociedade do país até hoje. Ao longo do século XX, especialmente em momentos de crise política e econômica, a data passou a simbolizar também a unidade nacional, reforçando os laços entre as diversas províncias argentinas.

As comemorações em Paso de los Libres incluíram cerimônias oficiais, desfiles, apresentações culturais e homenagens — eventos que refletem o orgulho e o sentimento patriótico da população.

Durante a cobertura, o Box3TV produziu material exclusivo e conversou com importantes personalidades locais que contribuíram com suas visões sobre a data:

Martín “Tincho” Ascúa, intendente de Paso de los Libres

Roberto Chiliarte, ex-combatente da Guerra das Malvinas

Maria Mabel Artigas, historiadora argentina

Miguel Arias, vereador

Lucho Ramírez, comunicador local

Cada entrevista trouxe uma perspectiva única sobre a importância do 9 de Julho na memória coletiva argentina, destacando o papel da história na formação do presente.

Todo esse conteúdo especial, com imagens e entrevistas inéditas, você confere nas redes sociais do Box3TV.

📺 Box3TV — Informação local, alcance global.

RECUPERAÇÃO NA VOLTA PRA CASA!

Fotos: Renan Dias

A AEU venceu a AAGF neste sábado na Arena Sagrada Resenha por 4x2, gols de Alessandro, Beiçola e Alex 2x. Deivid Brazeiro e Titi descontaram para os visitantes.
Grande resultado pro tricolor deixa a equipe na nona colocação.

1° TEMPO
Um primeiro tempo de muita pressão do tricolor com marcação alta e várias roubadas de bola, a AEU criou oportunidades com Maicon e Felipe Reis em desarmes ofensivos, mas quem marcou primeiro foi Alessandro: passe espetacular de Japa pro camisa 14 tentar 2x, na primeira um milagre do goleiro Gabriel Ceará, mas que não evitou o gol na segunda tentativa!
Ainda com uma marcação alta, Alex rouba bola no ataque e chutou forte para vencer o goleiro adversário! Golaço da AEU e 2x0 no placar!

2° TEMPO
Segunda etapa começou com muito equilíbrio! AAGF criou oportunidades com excelentes defesas do goleiro Jackson.
Numa cobrança de falta pra AEU, Beiçola faz seu primeiro gol com a camisa tricolor! Golaço de falta para fazer 3x0!
Depois desse gol, a AAGF cresceu na partida: chegada pelo lado esquerdo de ataque, dividida dobgoleiro Jackson com Titi e a bola sobrou limpa para D10 marcar na lei do ex. Logo na sequência, no goleiro linha, chute de fora da área e no rebote Titi marca e deixa os visitantes vivíssimos na partida!
Mas como o goleiro linha é uma faca de dois gumes, Murilo rouba a bola e passa para Alex, que bate de primeira e marca o 4° gol para fechar a conta da partida.

Próxima partida da AEU é contra o todo poderoso Atlântico, em Erechim, no dia 18. Você acompanha tudo da partida no Box 3 TV!

Ele desceu do ônibus sozinho – Por Roger Baigorra Machado

Foto Escritor
Roger Baigorra Machado
é servidor público federal, trabalha na com Ações Afirmativas e Políticas de Inclusão na UNIPAMPA. Formado em História e com Mestrado em Integração Latino-Americana, foi presidente do CAC’S  FUNDEB e esteve duas vezes na Direção da UNIPAMPA, como Coordenador Administrativo. Atualmente, ele faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Uruguaiana e do Conselho Municipal de Educação.

Entraram na minha sala. Diante da minha mesa, o filho sentou com a mãe. Ele, silencioso. Ela, preocupada. A mãe contou do filho. Disse que ele tinha autismo, mas que era leve. Lembrou que o filho também tinha dislexia, contou da sua dificuldade em socializar e em demonstrar afeto. Falou que há quatro meses, ela vinha todos os dias com ele até a universidade. Enquanto ele assistia às aulas, ela esperava no saguão do prédio.

Contou-me que ela era mãe solo, desde que ele tinha cinco anos. O pai, assim que percebeu que o filho não era “normal”, foi embora. Hoje, está casado novamente. O meu objetivo aqui, eu disse a ela, é garantir que o seu filho desenvolva autonomia. Sim, é isso que eu quero, concordou ela. Que bom, eu concordei. Então, preciso que você não fique mais esperando ele no saguão, tampouco, que venha com ele até a universidade.

Como assim? Argumentou ela, com ar de espanto. Assim mesmo: não vindo. Ao longo da conversa eu mudei de assunto. Falei das adaptações que ele gostaria de ter nas aulas, dos sons, da luz, do barulho, das avaliações. No final, perguntei a ela qual era seu maior medo. Ela disse que era morrer, não pela morte em si, mas pelo filho que teria de viver sozinho. “O mundo não trata bem quem é diferente”, disse-me, com o olhar triste.

Então, eu peço que você não venha mais com ele. Deixe que ele experimente este mundo, especialmente, enquanto você está aqui. Permita que ele ande pelo caminho até a universidade, sozinho. Que suba no ônibus, que cuide do horário, que decore os caminhos. Deixe que ele crie suas próprias rotinas. Você gostaria? Perguntei a ele. Olhando para a parede, acenou positivamente com a cabeça.

Eu não vou conseguir, sempre estive com ele, disse-me ela com os olhos cheios de lágrimas. Consegue sim. O seu objetivo, enquanto mãe, é parecido com o meu, enquanto educador. Qual é? Quis saber ela. Queremos garantir que ele, ao final da faculdade, não precise nem de mim e nem de você. Que você seja desnecessária e eu também. Preparar nossos filhos para viverem sem a gente, isto é o que de melhor podemos deixar com eles, sobretudo, quando a gente já tiver ido embora.

Há três semanas eu o vejo chegando à universidade, descendo do ônibus, sem ela. Andando, sem medo e sozinho.

Deus não manda whatsapp – Por Bruno Sartori

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Bruno Ludwig Sarzi Sartori
tem 42 anos. É advogado pós-graduado em Direito Previdenciário. Presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB Subsecção de Uruguaiana. De vez em outra é escritor e compositor.        

Numa manhã dessas fui a um velório. Tratava-se de um amigo de meu pai, conhecido por dedicar-se à família, trabalhador e muito camarada. Ir até aquele velório confessadamente foi um ato difícil em razão dos afazeres da vida.

“Os afazeres da vida”. Pensando bem, naquele momento, bem em frente ao caixão refleti que os afazeres da vida estavam frente a frente com um corpo, sem vida.

A briga mental entre a dificuldade de encontrar um tempo de ir até aquele velório e se concentrar no ato fúnebre entremeio ao “segura da mão de Deus e vai” foi se afunilando a tal ponto que, de repente, tocou o celular de uma pessoa, sendo que os segundos que se seguiram foram de um constrangimento para ela.

O som de um celular no meio de um velório é o demônio chamando, porque imediatamente os mesmos que olharam atravessado para a pessoa dona do celular tocante, se coçam e puxam seus aparelhos e tiroteiam suas mensagens nem lembrando mais do finado.

Eu também entrei nessa, pois o toque do celular foi o momento de reavivar meus compromissos e sair daquela viagem pensante momentânea sobre a morte e lembrar dos afazeres da vida.

A questão é: e quando seu celular tocar e for Deus chamando, o que realmente importará? Não adianta dedicares os melhores anos de tua vida somente aos afazeres da vida, porque se Deus te chamar, alguém fará no teu lugar. A cadeia segue, a vida segue, somos substituíveis nos afazeres, às vezes encontram melhores que nós.

Conciliar os afazeres da vida com os prazeres da vida ou com um mero ato solidário de ir até um velório é missão complicada nas poucas horas do dia, mas é tentável, alguns chamam de ponto de equilíbrio, para mim: uma batalha diária.

Seguiremos tentando, o problema é que, às vezes, Deus não liga, nem manda whats.

Ah, tu tinhas dúvida? – Por Tiago Rios Fagundes

ColunaII
TIAGO RIOS FAGUNDES
Engenheiro Agrônomo e empresário.

A diferença entre achar e ter certeza é abissal. Chega a essa conclusão qualquer pessoa que, por desinteresse ou por desesperança, durante anos, ignora a sombra do bode de bom porte que inegavelmente se encontra na sala e, quando sua presença é tão gritante e não há alternativa senão encará-lo, depara-se com a amedrontadora visão do problema que deve ser solucionado.

O Ministério Público de Contas gaúcho (MPC-RS), órgão pertencente à estrutura do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), emitiu seu parecer a respeito das contas públicas do agora ex-prefeito Ronnie Colpo Mello. Um suspiro segue, e a leitura deste é, no mínimo, desconfortável para o pagador de impostos. Parecer desfavorável. “Ah, tu tinhas dúvida?”, poderia dizer um transeunte anônimo caminhando pelo calçadão e a resposta seria sim, tinha dúvidas: agora já temos algumas certezas.

Não vamos nos ater a todo parecer, tratemos do bode maior, o que realmente destoa e preocupa. Foram 84% de alteração da destinação de recursos, segundo MPC-RS, em comparação com o orçamento apresentado pelo Executivo e aprovado pelo Legislativo municipal no ano de 2022. Isso é o mesmo que, em uma empresa privada, fazer um plano de investimentos e, ao longo do mesmo ano, mudar praticamente sua totalidade.   

Descuido? Se dermos o benefício da dúvida podemos até entender que ao longo do tempo é natural que alterações sejam feitas frente às circunstâncias novas que se apresentam sempre, lembremos que estávamos em plena pandemia. Mas 84% de diferença soa bem difícil de ignorar.

Má fé? Esperamos que não, ora, são 8 anos de administração Ronnie, se formos por esse caminho levantaremos a suspeita que, sei lá, pode que tenham criado alguns créditos suplementares para festas populares, ou que faltam alguns planos de gestão e pareceres próprios dos conselhos deliberativos. Ou que alguns dados sobre licitações tenham sido suprimidos do sistema de maneira intencional, ou não atendimento de requisições documentais do próprio TCE-RS, dificultando a fiscalização. Mas quem somos nós pra julgar, o próprio TCE-RS deve fazer seu trabalho. Não há de ser nada, espera-se.

Em tempos de apresentação do Plano Plurianual do Governo Delgado, essas assimetrias orçamentárias não devem passar despercebidas. É a hora do atual governo mostrar “ao que veio” e cabe a nós, espectadores e únicos financiadores desse espetáculo tragicômico, rezar pelo melhor. Vamos arrumar a cama antes de tentar conquistar o mundo? Que tal?

Deus nos defenda.