Ditaduras e seus impactos

Rodrigo Schimidt
Rodrigo Schmidt
Advogado, especialista em Direito do Trabalho
Aqui eu falo um pouco sobre tudo, tenho interesses ecléticos, sou entusiasta das ciências, artes e liberal social de extremo centro.

Toda ditadura impacta a todos

Existe um problema que as pessoas não compreendem ou percebem com relação às ditaduras, noto especialmente quando vejo amigos dizerem algo como “o problema do Irã é para ser resolvido pelos iranianos”, “o problema de Cuba é para ser resolvido pelos cubanos”, “o problema da Venezuela é para ser resolvido pelos venezuelanos”.

TODAS as ditaduras, não importa se são de esquerda ou de direita, são um problema e uma ameaça ao mundo todo, porque elas jamais se restringem ao território que ocupam. Elas influenciam, interferem, seduzem, sequestram debates globais e frequentemente projetam poder para além de suas fronteiras, seja por ambição territorial direta, seja por subversão política e cultural.

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- Rodrigo Schmidt

A Rússia há anos dissemina desinformação, propaganda e guerra híbrida contra democracias ocidentais, patrocinando extremistas de todo tipo, de nacionalistas isolacionistas a radicais de esquerda antidemocráticos. A intenção é sempre a mesma: desestabilizar o Ocidente, gerar desconfiança, corroer instituições. É um projeto ativo, contínuo e global. A invasão da Ucrânia não começou com tanques, mas sim com narrativas, infiltração e manipulação.

Na Venezuela ocorre algo semelhante, por serem um regime autoritário economicamente falido, eles também buscam expansão territorial (ameaçaram invadir a Guiana) e exercem influência desinformativa em toda América Latina, inclusive no Brasil.

Até mesmo regimes pequenos fazem isso. A Cuba passou décadas exportando doutrina, financiando movimentos e tentando influenciar países da América Latina. Não existe “Cuba cuida de Cuba”: ela sempre buscou moldar política em outros lugares.

O Irã chega ao ponto de patrocinar grupos teologicamente antagônicos, como Hezbollah (xiita) e Hamas (sunita). Isso parece absurdo apenas se alguém pensar que regimes autoritários seguem coerência ideológica. Não seguem. Eles seguem interesse estratégico. O objetivo é um só: destruir Israel e ampliar influência regional. Se isso exige financiar aliados improváveis, que seja.

Outro ponto ignorado: ditaduras aprendem umas com as outras. Trocam tecnologias de vigilância, técnicas de censura, métodos de repressão e modelos de propaganda. Criam um ecossistema global de autoritarismo, exportando ferramentas de opressão. Os extremistas brasileiros se comportam e seguem pautas idênticas aos extremistas europeus e estadunidenses.

É um condomínio internacional de tiranos.

Por fim, resta ainda a questão dos Direitos Humanos. É dever de todos os países civilizados promover a sua defesa. A desculpa de que “Direitos Humanos são assunto interno” não passa de um álibi conveniente para quem oprime. Fechar os olhos é permitir que a violação continue. É imoral acreditar que o sofrimento humano possui fronteiras geográficas. Democracias têm responsabilidade ética de se preocupar com ditaduras. Não por imperialismo, mas por prudência e por humanidade.

O NINHO DA CALHANDRA — DIA 03

A terceira noite da 47ª Califórnia da Canção Nativa foi marcada por grandes encontros da música e da tradição no palco do festival.
O público acompanhou a apresentação da Invernada Juvenil do CTG Sinuelo do Pago, que trouxe força, juventude e identidade tradicionalista. A noite também contou com shows de Joca Martins e João Luiz Corrêa, nomes consagrados da música gaúcha, além da apresentação do Balé Argentino “Cruz de Papel”, reforçando a integração cultural do evento.


As 12 músicas concorrentes foram apresentadas e emocionaram o público, elevando ainda mais o nível artístico da Califórnia.
Classificadas da noite para a grande final de sábado:

  • Dama
  • Gauchada de Graça
  • Viração
  • Regional e Truco
  • Uma Canção, Milonga
  • Romance de Pescador
    E vamos juntos para o último dia da Califórnia!
    Neste sábado, tu acompanha tudo ao vivo na Box3TV,
    o Ninho da Calhandra.

O NINHO DA CALHANDRA — DIA 02

A segunda noite da 47ª Califórnia da Canção Nativa manteve viva a chama da tradição no palco do maior festival nativista do estado. Além das composições concorrentes, o público foi brindado com momentos especiais que exaltaram ainda mais a cultura gaúcha.

A noite contou com a apresentação da Invernada Mirim do CTG Sinuelo do Pago, que encantou a plateia com toda a graça e a força das novas gerações do tradicionalismo. Também subiram ao palco Os Chacreiros, trazendo seu talento reconhecido e mantendo a energia do festival em alto nível.

Logo depois, o público acompanhou a apresentação das 12 músicas concorrentes, que disputam vaga nas próximas etapas da Califórnia. A diversidade de ritmos e estilos reafirmou a grandeza do festival. O Grupo Taureando também marcou presença, abrilhantando a noite com sua identidade musical.

Classificados da segunda noite:

Lida Pesada

  • Ritmo: Xote
  • Letra: Rogério Villagran
  • Música: Luís Felipe Cornel
  • Cidade: São Gabriel

Da Voltas

  • Ritmo: Valsa
  • Letra: Leonardo Quadros
  • Música: Guilherme Castilhos
  • Cidade: Viamão e Porto Alegre

Caixa de Pandorga

  • Ritmo: Valsa
  • Letra: Jéssica Taborda
  • Música: Arthur Emmanuel
  • Cidade: Inhacorá

As Unhas da Cordilheira

  • Ritmo: Ares de Chacarera
  • Letra: Rodrigo Bauer
  • Música: Pirisca Grecco
  • Cidade: São Borja e Uruguaiana

Nas Coisas que Eu Acredito

  • Ritmo: Milonga
  • Letra: Antônio Caminha
  • Música: Marcello Caminha
  • Cidade: Alegrete e Porto Alegre

Arrebol

  • Ritmo: Chamarra
  • Letra: Silvério Motta
  • Música: Tiago Schoenfeld e Matheus Bica
  • Cidade: Cachoeira do Sul e Candelária

A todos os artistas, compositores e intérpretes, o reconhecimento pelo talento e pela sensibilidade que emocionaram o público, garantindo vaga na próxima fase do festival.

E a noite não para por aqui. Em instantes, os acordes da Califórnia seguem ecoando.
Acompanhe cada detalhe dessa edição emblemática ao vivo pelo Box3TV.

Box3tv, o Ninho da Calhandra da Califórnia da Canção 2025.

Rádiodocumentário – Fernando Careca: o goleiro que fez da última linha o seu começo

O podcast jornalístico “Fernando Careca: o goleiro que fez da última linha o seu começo”, produzido na disciplina de Áudio 3, ministrada pela professora Adriana Duval na Universidade Federal do Pampa, dedica-se a retratar com profundidade e sensibilidade a trajetória de um dos nomes mais marcantes do futsal: o goleiro Fernando Careca.

O trabalho foi realizado pelas alunas Alexya Teixeira e Pauline Gonçalves, que assumiram com seriedade e sensibilidade a missão de contar a história de um atleta que ultrapassa limites muito além das quadras. Com apoio essencial da Box 3 TV, que gentilmente cedeu seu espaço para a gravação das entrevistas, o podcast ganhou profundidade e autenticidade graças ao envolvimento de todos os colaboradores que aceitaram participar do projeto.
A narrativa acompanha a trajetória de Fernando desde o início no futsal até seu reconhecimento na AEU, destacando conquistas e desafios pessoais. Entre eles, o trauma de infância que desencadeou a alopecia, tema abordado com sensibilidade para mostrar como o atleta transformou essa condição em força, identidade e inspiração para outras pessoas.

O documentário em formato de podcast é composto por três episódios, cada um explorando uma fase marcante da vida e da carreira do goleiro. O primeiro, “Antes das luvas: a infância de um herói improvável”, apresenta suas origens, os desafios da infância e o início da paixão pelo futsal. O segundo episódio, “Quando o sonho chama de novo”, aborda a virada decisiva que o trouxe de volta às quadras e reacendeu sua trajetória esportiva. Já o terceiro, “A consagração final: quando Fernando vira ídolo”, revela o momento em que sua dedicação o transforma em referência para a torcida e para a comunidade, consolidando seu
nome na história da AEU.

As alunas reforçam que o projeto pretende ter continuidade em 2026, dando seguimento à produção e ampliando o registro de histórias que fortalecem o futsal e a identidade cultural de Uruguaiana.

Agradecemos profundamente a todos os entrevistados, apoiadores e colaboradores envolvidos, que contribuíram para que este trabalho ganhasse vida. Este documentário é, acima de tudo, uma homenagem ao esporte, à superação e à força de quem nunca para, dentro e fora das quadras.

O NINHO DA CALHANDRA — DIA 01

A equipe do Box 3 TV Uruguaiana, deu início à cobertura oficial da 47ª Califórnia da Canção Nativa. Serão quatro dias de transmissão trazendo muito mais do que o festival em si: história, curiosidades, bastidores e análises que enriquecem a experiência de quem acompanha o evento.

Nesta primeira noite, a Concha Acústica César Passarinho recebeu grandes nomes da música regional. Entre as atrações, destacaram-se Neto Fagundes, Cesar Oliveira & Rogério Melo, além de Chiquito & Bordoneio, que participaram das gravações do programa Galpão Crioulo. A noite também contou com a apresentação da invernada mirim do CTG Sinuelo do Pago e com o talento de João de Almeida Neto. No palco, ainda desfilaram as 12 músicas concorrentes da etapa inicial do festival.

Toda essa programação pode ser conferida ao vivo no Box3TV, o Ninho da Calhandra da Califórnia da Canção 2025.

BOX 3 TV entrevista Evandro Augusto

BOX 3 TV entrevista Evandro Augusto, pré-candidato a Governador do RS pelo partido Missão, sob a legenda 14.

Evandro Augusto é natural de Santa Cruz do Sul e tem 44 anos. É policial rodoviário federal há 11 anos, jornalista, especializado em educação e em mercados ilícitos e crime organizado.

O @partidomissao, pelo qual concorrerá no próximo pleito, foi criado a partir do MBL - Movimento Brasil Livre.

SOMOS TODOS MARIA CORINA MACHADO!!!

Guerra tarifaria

Rodrigo Schmidt
Advogado, especialista em Direito do Trabalho
Aqui eu falo um pouco sobre tudo, tenho interesses ecléticos, sou entusiasta das ciências, artes e liberal social de extremo centro.

Nesta última sexta-feira, 10 de outubro de 2025, Maria Corina Machado foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, um ato de justiça mais que merecido.

Machado poderia ter fugido do país e pedido asilo político em qualquer país europeu ou até mesmo nos EUA, certamente lhe aceitariam, mas não, mulher corajosa que é, permaneceu em sua terra e enfrenta, com coragem herculeana, a censura, a perseguição, inúmeras ameaças, a deslegitimação e até a cassação arbitrária de seus direitos políticos.

Chegam a rotulá-la como se fosse de extrema-direita, logo ela que defende casamento gay, legalização das drogas e do direito ao aborto… puro desespero ideológico.
- Rodrigo Schmidt

Sua luta é um ato que deveria inspirar todas as pessoas de bom caráter no mundo, pois ela dá voz a milhões de venezuelanos que fugiram da fome, da violência, da escassez e da brutalidade estatal de um regime que se diz "popular", mas governa à base de prisões políticas, tortura, repressão e eleições fraudadas.

Entretanto, lamentavelmente, o Brasil não emitiu uma nota sequer parabenizando esta heroína e parte significativa da esquerda latino-americana, especialmente a brasileira, permanece calada, ou pior, relativizando a ditadura de Maduro e divulgando teorias conspiratórias caluniosas a respeito de Maria.

Preferem fazer vista grossa à pobreza extrema, aos assassinatos de dissidentes, ao colapso sanitário e à maior crise migratória das Américas, por puro alinhamento ideológico. Para estes esquerdistas, a defesa de direitos humanos é uma mera opção eventual.

Chegam a rotulá-la como se fosse de extrema-direita, logo ela que defende casamento gay, legalização das drogas e do direito ao aborto… puro desespero ideológico. Tristes tempos em que a defesa da liberdade virou crime de heresia em certos círculos progressistas.

A verdade é que Maria Corina representa tudo o que o chavismo destruiu: democracia, dignidade e esperança. Seu Nobel escancara uma ferida que muitos tentam esconder debaixo do tapete da conveniência política. E quem ainda ousa defender Maduro depois disso, que carregue o peso da sua covardia ou cumplicidade.

Estudantes de Jornalismo vivenciam prática profissional em parceria da Box 3 TV com a Universidade Federal do Pampa

Na cobertura da Copa dos Pampas 2025, acadêmicos tiveram a oportunidade de atuar em diferentes frentes da comunicação esportiva e juntamente tiveram a oportunidade de produzir um projeto exclusivo em estúdio

A Box 3 TV, tradicionalmente integrada à comunidade de Uruguaiana, deu mais um passo em sua trajetória ao firmar uma parceria com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa). O projeto abre espaço para que estudantes de jornalismo experimentem a rotina da profissão em um veículo de comunicação local, conectando teoria acadêmica e prática no mercado. No dia 24 de setembro de 2025, os alunos , Pauline Gonçalves dos Santos, Alexya Cibelli Teixeira Guimaraes e Gustavo Ribeiro Francisco dos Santos Menezes Junior, participaram da cobertura das quartas de finais da Copa dos Pampas 2025, quando a Associação Esportiva Uruguaianense goleou o Horizontina no placar de 5 a 0. Durante a transmissão, os estudantes assumiram papéis diversos: comentários técnicos, reportagem de campo e atualização em tempo real de resultados de outros jogos, vivenciando diferentes funções de uma cobertura esportiva profissional. No dia seguinte, 25 de setembro, a experiência seguiu nos estúdios da Box 3 TV. Com autonomia criativa e apoio técnico do veículo, os discentes produziram um projeto jornalístico próprio, que incluiu entrevistas com personagens centrais nas quartas de finais: o técnico Márcio Garcez, o pivô Kaio Henrique, o presidente da associação Biro Almeida, o preparador de goleiros Anderson Tines e o goleiro Fernando Careca.


Para alguns dos alunos, o contato com a prática jornalística já vinha sendo construído ao longo das atividades na Box 3 TV. No entanto, para Gustavo, a participação na cobertura das quartas de finais marcou seu primeiro envolvimento direto com o veículo de comunicação. “É surreal, a torcida já ganha o jogo ali, eu digo e sempre repito, quem é fã de esporte precisa viver essa experiência em Uruguaiana, fica marcado.” relatou o estudante.

A iniciativa da Box 3 TV de abrir suas portas para estudantes de jornalismo da Unipampa, não só reforça a prática jornalística como oportuniza a vivência em situações reais de cobertura, contato com profissionais do esporte e responsabilidade diante do público, ajuda a consolidar a identidade dos futuros jornalistas, preparando-os tanto para o mercado de trabalho quanto para os desafios éticos da profissão.